sexta-feira, 21 de novembro de 2014

#Fé e Alegria

Ninguém pode crer só para si mesmo, como também ninguém consegue viver só para si mesmo. Recebemos a fé da Igreja e vivemo-la em comunhão com todas as pessoas com quem partilhamos a nossa fé. O “eu” e o “nós” da fé remetem-nos para os dois símbolos da fé da Igreja, pronunciados na Liturgia: o Símbolo dos Apóstolos, que começa com (eu creio) ( Credo), e o grande Símbolo Niceno-Constantinopolitano, que, na sua forma original, começava com credimus (nós cremos).

A fé é aquilo que uma pessoa tem de mais pessoal, mas não é um assunto privado. Quem deseja crer tem de poder dizer tanto “eu” como “nós”, pois uma fé que não possa ser partilhada e comunicada seria irracional. Cada crente dá o seu consentimento ao Credo da Igreja. Dela recebeu a fé. Foi ela que, ao longo dos séculos, lhe transmitiu a fé, a guardou de adulterações e a clarificou constantemente. Crer é, portanto, tomar parte numa convicção comum. A fé dos outros transporta-me, como também o fogo da minha fé incendeia os outros e os fortalece. [YouCat 24]

"Um anúncio renovado proporciona aos crentes, mesmo tíbios ou não praticantes, uma nova alegria na fé e uma fecundidade evangelizadora. Na realidade, o seu centro e a sua essência são sempre o mesmo: o Deus que manifestou o seu amor imenso em Cristo morto e ressuscitado." [EG 11]

terça-feira, 18 de novembro de 2014

#Solidariedade

YOUCAT 321 - Um cristão pode ser individualista?

A vocação da humanidade consiste em manifestar a imagem de Deus e ser transformada à imagem do Filho único do Pai. Esta vocação implica uma dimensão pessoal, pois cada um é chamado a entrar na bem-aventurança divina; mas concerne também ao conjunto da comunidade divina. [CIC 1877]

"Sabemos que Deus deseja a felicidade dos seus filhos também nesta terra, embora estejam chamados à plenitude eterna, porque Ele criou todas as coisas 'para nosso usufruto' (1 Tm 6, 17), para que todos possam usufruir delas. Por isso, a conversão cristã exige rever 'especialmente tudo o que diz respeito à ordem social e consecução do bem comum'". (Evangelii Gaudium, n. 182)

A solidariedade é também uma verdadeira e própria virtude moral, não "um sentimento de compaixão vaga ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas próximas ou distantes. Pelo contrário, é a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos verdadeiramente responsáveis por todos". A solidariedade eleva-se ao grau de virtude social fundamental, pois se coloca na dimensão da justiça, virtude orientada por excelência para o bem comum, e na "aplicação em prol do bem do próximo, com a disponibilidade, em sentido evangélico, para 'perder-se' em benefício do próximo em vez de o explorar, e para 'servi-lo' em vez de o oprimir para proveito próprio" [418 - 419 DSI].

quarta-feira, 30 de julho de 2014

#De volta pra casa


Os jovens tem se deparado com a mudança de perfil das gerações, onde diversas realidades da vida cotidiana se apresentam cada vez mais em um ativismo que desnorteia o sentido de nossas vidas.
Movidos por uma busca desenfreada a juventude tem sido deformada na vaidade, na prepotência, no orgulho e em um individualismo que a reduz.
Contudo, existem pontos específicos que tem chamado a atenção em especial como: a família.
A família tem estado diante de grandes desafios gerados pela ausência de referencias, valores, excessos materiais e o próprio sentido de existência, que tem tornado-a foco de ideologias midiáticas e também reflexões no coração da Igreja em contraposição ao secularismo opressor que a cerca.
É preciso retomar ao coração “carente” da jovem sociedade o sabor do seio familiar. Colocar novamente no gozo da vida o amor e o perdão que gera comunhão e busca pelo outro, que coloca autoridades paternas em um plano de confiança e liberdade junto aos filhos e permite que os projetos humanos sejam pautados em um plano de Bem aventurança.  
A Igreja que compadecida dos sofrimentos do mundo e assim da juventude, com os mesmos sentimentos de Cristo, se inquieta na busca de revelar a verdade ao homem todo. Ela tem convocado desde clérigos até os leigos para um reavivamento dos ensinamentos do projeto de Deus Criador e Redentor proporcionando um novo encontro com a sacralidade deste dom de Deus.
No #YOUCAT [369] uma bonita afirmação nos coloca no profundo dessa vertente. Com isso, é tempo de voltar para casa. É tempo de reencontrar o aconchego na calmaria do dia que termina. A juventude precisa de amparo para repousar e renovar as forças na vivência das suas etapas. É tempo de fazer com que a palavra: lar ressoe de forma nova e o cotidiano gere vida com qualidade e não uma falsa busca de qualidade de vida.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

#Amar sem medida

        No processo do Cristianismo amar é dispor de si para o outro, é um exercício que está atrelado à imitação de Cristo, isto é, em nos assemelharmos à toda sua capacidade de amar sem reservas. Esta imitação, nem sempre é fácil, e só se torna possível à medida que caminhamos sinalizados pela a humildade. Para nos fazer entender esse caminho, tomo emprestado o olhar de um grande santo e doutor da Igreja, São Gregório, que sabiamente nos dizia que a “humildade é uma descida rumo às alturas do Amor.” De fato, é através do movimento destas duas virtudes que o Verbo se revela e visita nossa humanidade, tornando-nos capazes de amar. Capacidade singular que impulsiona o homem o tempo todo a contemplar o horizonte da alteridade no rosto e no coração do seu próximo. Portanto, cabe ao ser humano imitar a pessoa de Jesus Cristo em gestos e palavras como nos relata o Papa Francisco: “O discípulo sabe oferecer a vida inteira e jogá-la até ao martírio como testemunho de Jesus Cristo.” (Evangelii Gaudium, n. 24).

Vivemos a poucos dias a mística do Tríduo Pascal, e ali contemplamos de perto o ápice da humildade de Jesus no alto do Calvário, Ele que “sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2, 8). Antes de segui-Lo por esse caminho redentor, recebemos d’Ele mais uma vez o fascinante chamado: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei – (Jo 13, 34) – este é o caminho sugerido a nós por Jesus ao término do lava- pés. Dei-vos o exemplo, para que como eu vos fiz, também vos o façais. (ibid., 15). “Agir do mesmo jeito”, eis o nosso chamado. Baseando-se não na força de uma ordem, mas em virtude da natureza e impulso do Amor para o qual fomos gerados.
É interessante perceber a riqueza de significados revelada minutos antes de deixar o mandamento do Amor, quando Jesus se inclina aos pés dos seus amigos para lhes lavar os pés. Dentre tantos significados traduzidos naquele cenário, o nosso olhar se prende à sua humildade. Todavia, não no aspecto do serviço, o que seria pertinente refletirmos, mas, a humildade como sinal redentor do seu Amor. Ao inclinar-se para lhes deixar limpos de toda a sujeira, o Bom mestre dirige-se ao “húmus”, à terra que se achava nos pés daqueles a quem tanto amava. Os latinos chamam esse gesto de “humilitas”, isto é, humildade. Com efeito, a expressão “humilde” tem sua raiz no vocábulo latino – “húmiles”- e a imagem de um servo inclinado à terra (húmus), amplia o seu significado. Ali com a humildade que lhe é própria, Cristo ao descer não alcança tão somente os pés daqueles homens, mas também os seus corações, elevando-os ao Seu Amor até o fim!
Queridos irmãos, o exercício do Cristianismo é isso. É um cenário no qual somos chamados o tempo inteiro a protagonizar em nossas relações uma “disposição ao outro”, por meio da humildade e do Amor. Penso que dessa forma a gente amplia o horizonte de sentido de nossos amores, amizades e encontros... De igual maneira também o horizonte de significado da nossa, vocação, missão e Igreja. Parece trocadilho, mas deste modo, acabamos realmente “descendo às alturas” do coração do outro, tocando aquilo que ele tem de mais belo e encantador: a capacidade de amar e ser amado. “Peçamos ao Senhor que nos faça compreender a lei do amor. Que bom é termos esta lei! Como nos faz bem, apesar de tudo amar-nos uns aos outros! Sim, apesar de tudo! A cada um de nós é dirigida a exortação de Paulo: ‘Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem’ (Rm 12, 21). E ainda: ‘Não nos cansemos de fazer o bem’ (Gal 6, 9).” (EG, n. 101).

sábado, 10 de agosto de 2013

#Deus Pai

Com a proximidade do dia dos pais, comemorado sempre no segundo domingo do mês no Brasil, venho
refletir junto á vocês sobre a paternidade de Deus, seus mistérios e manifestações.
O próprio Cristo nos ensinou a chamarmos Deus de “Abbá, Pai” quando os seus discípulos pediram que Ele os ensinasse á rezar (Lc 11,1) e atendendo aos pedidos de seus discípulos o Divino Mestre ensinou-lhes o Pai-Nosso, oração que foi fruto de “um pedido de um discípulo de Jesus, que viu o seu Mestre a orar e queria aprender, com o próprio Jesus, a orar corretamente.” [Youcat 512], portanto não precisamos ter medo de chamar Deus de Pai, pois “Jesus nos chamou á Sua intimidade e fez de nós filhos de Deus.” [CIC 2777-2778]

São Paulo na sua carta aos romanos assim nos comunica: “Vós não recebestes um espírito de escravos para recair no medo, mas recebestes um Espírito de filhos adotivos: “Abbá, Pai!”(Rm 8,15), Santo Antônio de Pádua complementa: “Deus nunca deixa de ser o Pai dos seus filhos.” E São Francisco de Assis vai ainda mais além: “Todas as criaturas são filhas do único Pai, pelo que são irmãs.” Aproximemo-nos confiantes, irmãos e irmãs, do trono de Deus Pai e peçamos á Ele todas as graças e bênçãos do céu!

domingo, 14 de julho de 2013

#Ser Católico

Estamos às vésperas da JMJ Rio 2013 e a cada instante seja na realidade "Profana ou Sagrada", situações pedem de nós uma postura condizente ao nome que recebemos #Cristão e em especial #Católico.
O YOUCAT na pergunta 133 expande o termo Católico quando afirma: "ser católico significa estar referido ao todo", com isso hoje se torna urgente compreender: "que todo é esse?"
Primeiramente precisamos enfrentar que somos formados por diferentes áreas (humana, espiritual, fraterna...), mas que todas elas precisam ser assumidas como um todo. Hoje um dos grandes problemas que a juventude enfrenta esta ligada a essa fragmentação de identidade, basta olhar as redes sociais e os seus perfis que veremos um verdadeiro "baile de máscaras".
Somos um todo que pensa, se relaciona, se diverte, sofre, chora e enfrenta desafios e superações, contudo existe uma unidade entre todas essas situações que nos é dada no momento da constituição da nossa essência e que é revitalizada quando fazemos o amor o eixo central, a coluna de sustentação, ou seja, quando Jesus Cristo é à base de nossas vidas.
Hoje se torna urgente recuperarmos nossa identidade na beleza do Cristo que nos é dado pelos Sacramentos. Colocar nossa vida em movimento de paixão, morte e ressurreição e celebrar os dons que nos foram dados por amor. Para por fim transbordarmos em gesto concreto de gratidão as palavras de Jesus: "Ide e fazei discípulos entre todas as nações" Mt 28,19.
Só gera discípulos aquele que primeiramente descobriu e assumiu aquilo que é.
Esse itinerário "de dentro para fora" é o grande incentivo da Igreja: "Os jovens de hoje não são tão superficiais como se diz deles. Eles querem saber realmente o que é a vida." (Palavras do Papa Emérito Bento XVI no Prefácio do YOUCAT).

É tempo de ser católico! Irmos aos quatro cantos sim, mas na certeza que dentro de nós os quatro cantos já foram assumidos como pertencentes a Jesus mesmo com os limites que precisam ser superados a cada dia. Onde só assim as nossas vidas não serão uma proposta para o mundo e sim uma verdade irrevogável. 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

#Preparai o caminho

Os preparativos para a Semana Missionária e a JMJ RIO 2013 se intensificam cada dia mais. Nesse tempo, é importante lembrar de silenciar, abrir o coração e alimentar a alma com a Palavra de Deus, conversar com Ele através da oração, para que se possa refletir e viver bem os momentos que virão.
A exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeira da Jornada, nossas ações devem ser guiadas à luz da Palavra, para que possamos seguir confiantes. A Palavra pode nos mostrar o Reino de Deus que existe dentro de nós, nos inspirar e guiar, quando experimentada no espirito de oração.
Dúvidas, ansiedades, medos, nos batem na possa porta todos os dias. Além da Bíblia, se amparar no YOUCAT pode se mostrar um instrumento valioso, que nos leva a compreender melhor os momentos pelos quais passamos. O YOUCAT é um instrumento de comunhão, que busca ser uma ponte entre os jovens e a mensagem do Evangelho, fortalecendo o espírito de JMJ.
Lembrem-se do pedido de nosso Papa Emérito: "Estudai o catecismo com paixão e perseverança! Para isso, sacrificai tempo! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o enquanto casal se estiverdes a namorar, formai grupos de estudo e redes sociais, partilhai-o entre vós na internet! Tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação."
Com oração e estudo, estamos mais próximos de ser o rosto jovem de Cristo que a Igreja e Deus nos chama a ser. 'Estamos em oração quando nosso coração se dirige a Deus. A oração é a porta para a fé. Quem ora sabe que há um Deus com quem pode falar. Orar purifica. Orar possibilita a resistência contra as tentações, Orar fortalece na fraqueza. Orar tira a angústia., duplica as forças, permite uma respiração mais profunda. Orar torna-nos felizes. [YOUCAT 469-470].

"O fruto do silêncio é a oração.
O fruto da oração é a fé.
O fruto da fé é o amor.
O fruto do amor é o serviço.
O fruto do serviço é a paz."
Madre Teresa de Calcutá